Não era casa, era magia, a magia de madeiras lindamente trançadas.
Não era roça, era espaço largo, era tempo sem relógio, eram pássaros cheios de asas.
Nem eram paredes e telhados, mas sombras frescas num abrigo de mil sonhos,
e muitas janelas sem medo da luz: tudo se abria para o ar, para o existir, para a vida.
Cor, flor, mato nato, mato virgem... Nem sei o que ali era mais lindo: se dos vales distantes ver esse paraíso, se desse paraíso vaguear o olhar pelos vales distantes.
Não havia cantinho em que não passasse a graça das mãos artistas de Elise. Não havia pedacinho de chão descuidado ou triste. E, por dentro, não havia senão coisinhas que, de tão aconchegadas, acabavam parentes: livros dizendo filosofias, florezinhas amarelas encantando um frasco, esculturas irmãs, guardando um mundo de significados.
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